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segunda-feira, 29 de março de 2010


O TEMPO
LAURINDO RABELO – RJ (1826-1864)


Deus pede estrita conta de meu tempo.
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.

Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo;
Cuidai enquanto é tempo de fazer conta.

Mas, oh, se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam, como eu, o não ter tempo!



Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. (Eclesiastes 11.9)

2 comentários:

  1. Paz seja contigo

    O tempo corre neste momento e mais um grão de areia se esvai nesta ampulheta, da qual desconhecemos o quanto nos resta de tempo. porém se o tempo é desconhecido, que dediquemos a conhecer a cada dia mais o nosso Deus, nos desvencilhando de tudo que nos atrase.

    ótimo poema e mensagem

    Permaneça na graça e nela frutifiquem

    Seja bem vindo em meu blog e que lá também possa ser edificados, mediante a Palavra

    atalaiadocastelo.blogspot.com

    nicodemos

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  2. Shalom

    Soneto me lembra Marcelo Andrade...conhece? rs
    pq não posta um dos seus?

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