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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mudança de paradigmas





Jesus tem muitos admiradores, porém, poucos discípulos. Tem muitos adoradores, mas poucos seguidores. Muitos chamados, poucos escolhidos. Seguir Jesus é muito mais do que aceitar um dogma. É dispor-se a quebrar paradigmas que vêm formatando nossa civilização por milênios. Quero destacar aqui três destes paradigmas: # Comparação # Competição # Concentração.

Nossa sociedade está alicerçada sobre este tripé. Ele é, por assim dizer, a trindade comportamental que forma nosso Ego. Para que o Reino de Deus seja estabelecido entre os homens, há que se fazer uma limpeza no terreno antes de lançar seus fundamentos. Estes paradigmas têm que ser removidos para dar lugar a novos paradigmas, que por sua vez são centrados em Deus e no semelhante, e não no indivíduo em si.

Em lugar da comparação, complementação. Ninguém é melhor ou pior do que o outro. Se Deus desse a todos os mesmos dons e aptidões, tornar-nos-íamos como ilhas auto-suficientes. Em vez disso, Deus distribuiu dons da maneira como Lhe aprouve para que aprendêssemos a depender uns dos outros. Portanto, é perda de tempo ficar fazendo comparações. Se sou melhor em algo, isso não me dá o direito de vangloriar-me. Certamente alguém é muito melhor do que eu em alguma outra coisa. Devemos, sim, complementar uns aos outros. Se naquilo em que sou fraco você é forte, devemos dar os braços e caminhar juntos. Meus dons não me fazem superior àquele que não os recebeu, mas me fazem seu servo. Deus confiou-os a mim para que os usasse em benefício comum. Da mesma maneira, não devo invejar aquele que recebeu o que me falta. Devo enxergá-lo como alguém a quem Deus confiou algo para me complementar.

É da comparação que surge a competição. Queremos provar a todos o quanto somos bons e melhores do que outros. Porém, se nos livrarmos do paradigma da comparação, o paradigma da competição ficará órfão. Se nos complementamos, logo o lugar da competição será cedido à cooperação. O que somos afetará a maneira como operamos. Somos todos dependentes uns dos outros e, por isso, devemos cooperar e trabalhar em conjunto visando um bem comum.

E quanto ao fruto deste trabalho? Numa sociedade competitiva, o fruto deve ser concentrado nas mãos de quem o produz. Mas em uma sociedade cooperativa, o paradigma da distribuição dos frutos deixa de ser a concentração para ser a comunhão. Foi isso que a igreja primitiva experimentou. Todos tinham tudo em comum.

Não cabe ao Estado distribuir igualmente os bens entre seus cidadãos. É a consciência transformada pela graça que deve levar os cidadãos do reino a reconhecerem que tudo quanto Deus lhes proporcionou deve ser partilhado com os demais. Se não derrubarmos antes os paradigmas da comparação e da competição, jamais nos disporemos a abrir mão do ‘sagrado’ direito de concentrar bens. Por isso a sociedade é tão injusta. Seus alicerces estão carcomidos pelo egoísmo humano.

Comunhão não é algo que se impõe nem por autoridades eclesiásticas, nem por autoridades civis. Os crentes primitivos só se dispunham a compartilhar seus bens entre a comunidade porque “era um o coração e alma da multidão dos que criam” (At.4:32a). Portanto, não havia lugar para competitividade ou mesmo para comparações.

Quando estes sentimentos começaram a brotar, Paulo, o apóstolo, os combateu com veemência, chegando mesmo a implorar para que não permitissem que eles comprometessem a unidade original dos crentes (1 Co 1.10). Dirigindo-se aos coríntios, Paulo os acusa de serem carnais, e justifica: “Pois havendo entre vós inveja e contendas, não sois carnais, e não andais segundo os homens?” (1 Co 3.3). “Inveja” e “contendas” nada mais são do que os velhos paradigmas que têm guiado a humanidade por longas eras. Só há inveja onde há comparação (A grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa). Só há contendas onde há competição (Vamos tirar a prova e ver quem é melhor, ou quem tem a razão!).

Em posse de novos paradigmas, Paulo detona aquela fortaleza espiritual que insistia em manter-se de pé entre os cristãos de Corinto: “Afinal de contas, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e isto conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um, e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Pois somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Co.3:5-9).

Quanta sensibilidade há neste texto paulino! Quanta humildade! Paulo deixa claro que não estava numa disputa com Apolo pela primazia daquela igreja. Eles não eram rivais, mas cooperadores. Em vez de inveja, o que havia era reconhecimento à importância do outro. Em vez de contendas, trabalho conjunto.

Infelizmente, parece que a igreja ainda não conseguiu virar esta página, e vem recapitulando o mesmo erro dos coríntios por séculos. Urge levantar-se uma nova geração de cristãos comprometidos com os paradigmas do reino que desprezem a feira de vaidades em que se tornou nossos ajuntamentos, e encarnem o modus vivendi de seu Mestre, Salvador e Rei.

Fonte: Texto de Hermes C. Fernandes via Genizah - Compartilhado no PC@maral

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IGREJA




Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa,

Onde é adorado pelo que é e não pelo que pode,

Onde é obedecido de coração e não por constrangimento,

Onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro,

Onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro,

Onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho,

Onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação.

Onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo,

Onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo,

Onde todos andam abraçados,

Onde a dor de um é a dor de todos,

Onde ninguém está só,

Onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo,

Onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhes foram confiados,

Onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados.

Onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria,

Onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades.

Enfim, a comunidade do reino de Deus,

Onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,

Onde a cidade encontra paradigmas.

Onde o livro texto é a Bíblia.


ARIOVALDO RAMOS




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

EXORTAÇÃO À IGREJA




O texto abaixo é um trecho do livro “Exorta a Igreja - um chamado à obediência e à humildade”, de David Wilkerson.

Hoje, os cristãos perdem a presença de Deus do mesmo modo que Israel perdeu. Depois que Israel foi salvo do mar Vermelho e todos os seus inimigos foram derrotados, morrendo no mar, "o povo temeu ao Senhor, e confiaram no Senhor e em Moisés, seu servo" (Êxodo 14:31).

Depois de salvos, eles prometeram proporcionar a Deus uma habitação, um lugar em seus corações para que a sua presença estivesse sempre com eles. A nação toda prometeu, "ele me foi por salvação. Este é o meu Deus, portanto eu o louvarei" (Êxodo 15:2).

Perde-se a presença de Deus porque não há lugar destinado a mantê-la! Israel prometeu a Deus que eles nunca se esqueceriam da hora do seu livramento, que seus corações seriam sua tenda, seu lugar de habitação, que se lembrariam disto para sempre. Isto é comunhão diária.

Não foi isso que você prometeu a Deus quando ele o salvou? Você daria a ele todo o seu coração! Seu corpo seria o templo de Deus! Sua Palavra seria o seu deleite! Você sempre seria grato e piedoso!

Mas Israel ignorou a presença de Deus e esqueceu-se de sua Palavra. E assim ainda é hoje. O povo de Deus tem tão pouca consideração pela presença de Deus que não arranja tempo ou lugar para o seu Espírito. Raramente visita o local secreto de oração, que é a habitação de Deus, sua tenda.

Muitos citam o versículo: "Porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei" (Hebreus 13:5); mas continue a leitura — o versículo 7 traz uma ordem para dar atenção à Palavra de Deus.

Em segundo lugar, perde-se a presença de Deus quando se erige o bezerro de ouro. Deus chamou aos israelitas que se congregaram em torno do bezerro de ouro de "povo de dura cerviz". Eles representam o povo que não fica a sós com Deus, que não arranja tempo nem proporciona um lugar para a doce comunhão com ele. Um povo do qual o Espírito e a presença de Deus se retiram é um povo que em breve se deixa consumir pela idolatria.

Não devemos ridicularizar os israelitas que dançavam ao redor do bezerro de ouro. O cristão não deve perguntar com ares de superioridade: "Como puderam descer a um nível tão baixo?" Pois o bezerro de ouro ainda está entre nós.

Que é o bezerro de ouro? É um símbolo. Ele representa um problema do íntimo do coração. Simboliza uma indiferença para com os mandamentos de Deus. Com seus atos os israelitas diziam: "Deus não tenciona dizer exatamente o que diz!" Eles nem tampouco levaram a sério as advertências divinas.

Por que Israel se tornou tão desinteressado, tão despreocupado e sem temor à Palavra de Deus? Porque a voz profética era coisa do passado. O profeta trovejante não era visto em parte alguma. Não havia nenhum homem santo de Deus ali no momento para reprová-los. Apenas Arão, o sacerdote tolerante para com o pecado. Moisés encontrava-se no monte com Deus.

Hoje também é assim. Nos últimos 30 anos, temos presenciado um evangelho permissivo. Só recentemente apareceram profetas. Esta falta de reprovação piedosa tem produzido uma indiferença que permite ao cristão absorver sujeira sem aperceber-se disto, ser indiferente ao estudo da Palavra de Deus, desinteressar-se da oração. Sim, o bezerro de ouro é um espírito no povo de Deus, um espírito de indiferença.

Uma vez que tantos cristãos ignoram a oração, a verdadeira pergunta é: "Você quer que a presença de Deus esteja ao seu lado, de forma real?" Porque, acredite se quiser, Israel poderia ter prosseguido para possuir tudo o que Deus havia prometido — sem a sua presença! Israel poderia tê-lo feito, e muitos cristãos o fazem hoje.

Deus disse a Moisés que tomasse o seu povo e o conduzisse à Terra Prometida; também disse que um anjo os guiaria, e não ele próprio. "Mas eu não subirei no meio de ti, porque és povo de dura cerviz, para que eu não te consuma no caminho" (Êxodo 33:3). Pense nisso! Todas as bênçãos de Deus, todos os direitos que ele prometeu, a plena herança, mas sem a sua presença! A presença de anjos, uma terra que mana leite e mel, mas sem a presença de Deus!

E o que os israelitas fizaeram para ter a presença de Deus de volta? Primeiro eles prantearam, choraram, entristeceram-se e se arrependeram diante das más notícias da retirada de Deus. Ficaram sabendo que Deus não habita com um povo rebelde que tem pouca estima por sua Palavra. Onde estão os cristãos que levarão a sério a sua Palavra, que chorarão, jejuarão e o buscarão, até que haja uma promessa de sua presença?

Em segundo lugar, eles puseram de lado todos os seus atavios. Isso quer dizer que eles tomaram providências práticas para afastar toda distração mundana.

Em terceiro lugar, Moisés erigiu uma tenda fora do acampamento. O tabernáculo ainda não havia sido edificado. Esta era uma tenda especial, uma habitação para a presença de Deus, localizada fora de toda distração, longe do arraial.

O filho de Deus deve deixar para trás sua família e seu horário todo tomado. Ele deve afastar-se de tudo isso para encontrar-se com o Senhor, para buscar a sua face, pois Deus lamenta que "ninguém há que levante a minha tenda e lhe erga as lonas" (Jeremias 10:20).

Se você realmente deseja a presença de Deus, onde está a sua tenda? Por que não busca mais ao Senhor? Por que não estuda a sua Palavra? Por que seu único contato com ele é a igreja? Será que você não conhece, ou mesmo nem procura conhecer, acerca da presença de Deus em sua vida?


Fonte: http://kedsonni.blogspot.com/2010/09/por-que-as-pessoas-tem-perdido-presenca.html

sábado, 14 de agosto de 2010

A ÁRVORE E SEUS FRUTOS


Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (II Co 2.17)


Certa noite, Nicodemos, surpreso, ouve do Senhor a seguinte observação: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (Jo 3.3). Nascer novamente no Reino de Deus implica nascer da água (a Palavra) e do Espírito. Assim como um recém-nascido está sempre junto à mãe para receber o leite materno, alimentar-se e crescer de forma saudável, igualmente devemos estar no Senhor para que o mesmo suceda conosco.

Atualmente, muitos se encontram em templos e até fazem parte de algum ministério em suas congregações, trabalham ativamente, mas, infelizmente, ainda não nasceram de novo. Estar em Cristo significa muito mais do que ser membro de uma comunidade (ou não). Mas, o que significa estar em Cristo? A Escritura é clara quanto a isso.

ESTAR EM CRISTO É ESTAR LIGADO À VIDEIRA

Em João 15, o Senhor nos ensina ser Ele a Videira e nós, Seus ramos (v.5). O objetivo de um ramo estar ligado a uma árvore é um só: dar frutos. E para que dê ainda mais frutos, é necessário que seja podado (v.2). Fico imaginando se uma árvore sente dor ao ser podada. Porém, para frutificarmos, toda sujeira presente em nós tem que sair, e esse processo é extremamente doloroso – como é difícil abrir mão de tudo o que nos afasta do Senhor. E só há Um que pode limpá-la, pois o bem que eu quero fazer não o faço (Rm 7.19). Graças a Deus por Jesus Cristo, meu Senhor (I Co 15.57).

NÃO BASTA ESTAR SOMENTE LIGADO À VIDEIRA; É PRECISO NELA PERMANECER

Jesus nos adverte que não basta estar nEle; é necessário que permaneçamos na Videira, pois o que ali não permanece é cortado e lançado fora para que seja queimado - sem Ele não podemos fazer nada. Estar sem Ele é estar só, e para permanecermos nEle precisamos morrer para nós mesmos e para as nossas vontades (Jo 12.24). Quantas vontades em mim precisam ser mortas para que eu venha a frutificar cada vez mais! Quão doloroso é perceber que de mim mesmo só é produzido o que não presta (Gl 5.19-21)!

SE NELE PERMANECERMOS, DAREMOS MUITOS FRUTOS

Deus é glorificado quando muito fruto é produzido em nós, e é somente desta forma que somos de fato considerados discípulos do Senhor (Jo 15.8). E qual é a razão de as pessoas procurarem frutos nas árvores? Porque necessitam de alimento, e uma das formas de serem alimentadas espiritualmente é através das nossas vidas. Se em nós frutos bons são produzidos, suas sementes servirão para formar boas árvores. Por outro lado, sementes de maus frutos também produzirão árvores más (Mt 7.17). Muitos têm buscado dons, mas o Senhor nos adverte a buscarmos Seu fruto. E que fruto Ele deseja que seja produzido em nós? Obviamente, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22-23), pois contra estas coisas não há lei; e se não mais há a lei para me condenar, então sou livre no meu Senhor – se eu nEle de fato PERMANECER para que em mim seja produzido muito fruto...

O Senhor está com vocês quando vocês estão com ele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, ele os abandonará. (II Cr 15.2 – NVI).


Nele, que é a verdadeira Árvore da Vida.

Marcelo de Andrade

14/08/2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O SANGUE DOADO NA CRUZ


O maior doador de sangue que já houve foi Jesus. Para doar, as pessoas vão aos hemocentros, aos hospitais particulares ou mesmo ao SUS. Ele foi mesmo doar na cruz.



O procedimento para doação não passa de meia-hora. Para ele, durou umas seis horas.



A quantidade de sangue retirada não passa de 10% do total e em até quarenta e oito horas é recuperada.



O que foi extraído de Jesus é incalculável e bem superior. Mas até que recuperou rápido: setenta e duas horas.



Nas doações, usa-se uma agulha descartável para recolher. Em Jesus, três cravos e uma lança, fora o chicote preliminar.





Wilson Tonioli





Fonte: Assem-Bereia



http://kedsonni.blogspot.com/2010/08/o-sangue-doado-na-cruz.html

AFINAL, QUEM É A ROSA DE SARON ?


Infelizmente vivemos numa geração analfabeta de Bíblia. Os crentes querem sentir, não pensar. Querem sentir arrepios e não estudar a Bíblia com dedicação. Tudo o que é falado em nome de Deus, estas pessoas aceitam.


Muito se tem falado no meio evangélico a respeito da famosa “Rosa de Saron”. Em quase toda igreja tem um conjunto ou um grupo denominado “Rosa de Saron”. Na maioria das vezes as pessoas tem em mente que a Rosa de Saron seja uma referência a pessoa de Jesus. Pregadores no êxtase da mensagem dizem: Jesus é a Rosa-a-a-a- de Saron, aleluia!


Portanto, estamos diante de uma pergunta intrigante: “Afinal quem é a Rosa de Saron”?


Antes de respondermos a questão acima, se faz necessário exortar a todos os leitores da Bíblia, que devemos ler a Bíblia com a máxima atenção, analisando os pontos, as vírgulas etc. Não podemos ler a Bíblia como se tivéssemos lendo um jornal, uma revista ou um periódico. Na verdade, a falta de leitura com atenção é a causa da difusão de tantas “doutrinas” perniciosas no seio da igreja. Se os membros das igrejas se dedicassem mais à leitura do texto sagrado, com certeza, não seriam tão facilmente enganados e nem participariam de “estórias” chamadas bíblicas.


No capítulo 2 de Cantares de Salomão, basta um simples exame do livro, usando a versão ARA (Almeida Revista e Atualizada) para dissipar de uma vez por todas esta suposta contradição. Nesta versão encontramos um título que indica quem está falando; ora a esposa, ora o esposo, ora as filhas de Jerusalém. No texto de Cantares 2.1, encontramos em cima da fala o nome: “esposa” e ela diz: “Eu sou a rosa de Saron” no hebraico: Ani Havatselet há Sharon


Se ainda pairasse dúvida quanto a afirmação ser do amado ou da amada, o texto original decide a questão quando se observa que as terminações das palavras são as do feminino. A letra Tav no final da palavra indica feminino.


Saron – o local onde brota o Havatselet


Não podemos falar do havatselet sem falar de Saron, a planície onde ela nasce, floresce e fenece. A palavra “Saron” no hebraico é “Sharon” que significa: plano, planície.


Sharon é assim denominada a área fértil e úmida da região. A planície costeira de Israel é chamada de Sharon. Os sábios judeus comparam os justos às rosas do vale, que são as mais belas de sua espécie. Elas mantêm o frescor dos vales úmidos. Enquanto isso, os “reshaim” (perversos) são semelhantes às rosas das montanhas, que pouco duram porque secam sob a inclemência da natureza, esvoaçando depois como o vento faz o debulho.


A rosa requer bastante claridade, o que ela obtém nas planícies do Sharon. Os largos espaços são ideais para que sua fragrância se espalhe.


O gado de Davi pastava em Sharon, sob o comando de Sitrai, o saronita (1 Cr 27.29).


As características do Havatselet e sua aplicação




  • A sua cor era vermelho-vinho – A igreja entende o sacrifício de Jesus e reconhece que foi pelo sangue do Cordeiro que ela foi salva;




  • Suas flores eram perfumadas - O viajante podia sentir a fragrância de muito longe, ou seja, cada cristão deve ser o bom perfume de Cristo, o bom cheiro do Evangelho;




  • Tinha 6 pétalas – A igreja por mais abençoada que seja, sabe que é composta por homens. O número 6 na Bíblia é o numero do homem;


Conclusão: A "Rosa de Saron" é a figura da Igreja, e não do Senhor Jesus!



Nele e por Ele,


Pr. Marcelo Oliveira.



Fonte: A SUPREMACIA DAS ESCRITURAS


http://davarelohim.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de julho de 2010

APRENDENDO A DOAR COM A VIÚVA





Em Lucas encontramos o seguinte texto:

E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva;Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha. (Lucas 21.1-4).

A mesma história também foi registrada em Marcos 12.41-44. Marcos registra que Jesus estava assentado no Átrio das Mulheres observando a maneira como a multidão ofertava. O fato de Jesus estar assentado evidencia Sua humanidade. Afinal, só se assenta quem está cansado, e Ele era cem por cento Deus e cem por cento homem (Colossenses 2.9). Identifica-se aí que a humanidade de Cristo era plena, como plena era Sua deidade: E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28).


O Átrio das Mulheres era um local destinado ao ofertório e também ao culto feminino. Os homens tinham acesso a esse recinto do Templo, embora as mulheres não pudessem frequentar outro ambiente da Casa de Oração. Nele existiam 13 receptáculos em formato de trombeta onde se depositavam as ofertas trazidas pelos adoradores. Cada seção tinha uma inscrição especificando onde seria investida a oferta ali depositada.


Jesus observou uma viúva que depositou como oferta dois lepton, também chamada lepta (moeda judaica de cobre), na verdade a menor moeda em circulação na Palestina. Valia 1/6 de um denário, o equivalente a 1/8 de dólar ou mais ou menos 5 centavos de Real cada. Foi a primeira vez que uma moeda judaica foi mencionada no NT. A lei proibia o depósito de lepta no Santuário por causa de sua insignificância. Entretanto, a viúva adorou a Deus com essas moedinhas, pois não possuía mais nada. A viúva foi facilmente identificada por Jesus e pelos discípulos porque era comum na época as mulheres que perdiam seus maridos usarem roupas de luto. Daí eram facilmente identificadas pela população. Os Ricos também foram identificados por Cristo e os Apóstolos, pois também eram identificados por suas vestes e posturas. Além do mais, faziam questão de mostrarem ao povo suas vultosas ofertas para parecerem espirituais.


Diante disso tudo, Jesus convoca seus catecúmenos para dar-lhes mais uma aula de adoração e fidelidade ao Pai. Ele disse aos discípulos que, apesar de a viúva aparentemente ter dado pouco, para Deus ela deu mais do que a somatória de todas as outras ofertas. No Cálculo de Cristo, valeu mais a qualidade do que a quantidade da oferta, Porque Deus ama ao que dá com alegria. (II Coríntios 9:7).


Os ricos deram de suas sobras, mas aquela mulher deu tudo que ela tinha. Deus não quer sobras de ninguém! Deus quer sacrifício de oferta. A viúva deu porque confiava nAquele que é dono de todas as coisas (Salmos 24.1). Ela sabia que não ficaria desamparada Pois Ele é Pai de órfãos e juiz de viúvas, no seu lugar santo. (Salmos 68:5).


Em tempos em que as pessoas vão a igreja para BUSCAR, aquela pobre mulher foi para “DOAR”. Parece que Jesus ensinou aos discípulos e a nós, neocapitalistas, uma grande lição através do ato daquela adoradora. Ela vivia em tempos de crise em Israel, pois o povo judeu estava sendo oprimido por Roma. Mesmo assim, isso não impediu que ela continuasse adorando com suas finanças. Afinal, o Senhor nos dirá um dia: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mateus 25:21). E ainda, por parábola: E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade. (Lucas 19:17).


Para enfatizar a pobreza em que vivia a viúva, Lucas usa o termo grego penichra, que quer dizer “absoluta pobreza”. Então, deduzimos de tudo isso que nada justifica o crente não ser um doador. Observai que a adoração compreende o sacrificar o corpo: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Romanos 12:1). Sobre oferta lemos: Tributai ao SENHOR a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade. (I Crônicas 16:29).


Portanto, é hora de adorar a Deus de verdade. Adorá-Lo pelo que Ele é, e não pelo que pode nos dar. Com certeza, aquela mulher recebeu recompensa de Deus pelo seu ato de fé, embora não haja registro. Mas o contexto nos mostra que ninguém que agiu com fé e investiu no Reino de Deus deixou de ter o seu galardão:




  • Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna. (Marcos 10:30).



  • E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. (Gênesis 26:12).


Observe que, quando Jesus tomou emprestado o barco de Pedro para proferir seu sermão, em seguida ordenou que os discípulos que passaram a noite tentando pescar e não conseguiram nada retornassem ao mar e lançassem suas redes novamente. O resultado, é que pescaram tantos peixes que não podiam trazê-los sem ajuda dos demais pescadores: E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. (João 21:6). Da mesma forma, o menino que doou 5 pães e dois peixes ao Senhor teve 12 cestos cheios de volta: Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. (João 6:13).


Para finalizar essa pequena reflexão, quero falar dos maiores doadores de todos os tempos: Primeiro de Deus, que doou o que Ele tinha de mais precioso, Seu único Filho, JESUS (João 3.16), e em segundo lugar, do próprio Cristo que, para nos salvar, doou a Si mesmo em resgate de muitos: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (Marcos 10:45). Precisamos nos doar mais e dar o melhor de nós para Ele. Não dê o resto do seu tempo, não dê o resto de seu dinheiro. Dê o tempo que estava destinado a outras coisas em sua vida, mas o que você decidiu sacrificar a Ele, pois o Senhor não quer as tuas sobras. Ele quer o teu melhor.

Pr. Robson Aguiar


Bibliografia: Biblia King James - Biblia Thompson


Fonte: Blog do Pr. Robson Aguiar

http://pastorrobsonaguiar.nireblog.com/

domingo, 18 de julho de 2010

SERÁ QUE É ISSO MESMO?


Deixe-me ver se entendi bem:

No princípio, criou DEUS os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gn 1.1,2);

“Viu DEUS tudo quanto fizera (ELE), e eis que era MUITO BOM.” (Gn 1.3a);

Então:

Ao SENHOR pertence (não a mim) a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (Sl 24.1);

“...porque do Senhor (não minha) é a terra e a sua plenitude.” (I Co 10.26);

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e (DEUS, O SENHOR) lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gn 2.7);

“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para O CULTIVAR E O GUARDAR (Tomar conta, administrar, ser MORDOMO da Criação, da propriedade DO SENHOR DEUS.) (Gn 2.15);

“E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, CERTAMENTE MORRERÁS. (Gn 2.16,17);

Daí, percebi que fui enganado e fui feito escravo do pecado, porque:

“Então, A SERPENTE disse à mulher: É certo que não morrereis.” (Gn 3.4);

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, COSERAM FOLHAS DE FIGUEIRA E FIZERAM (ADÃO E EVA, DE SUAS PRÓPRIAS MÃOS) CINTAS PARA SI.” (Gn 3.6,7);

E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele (ADÃO) respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, PORQUE ESTAVA NU, TIVE MEDO, E ME ESCONDI.” (Gn 3.9.10);

“E a Adão disse:... maldita é a terra POR TUA CAUSA (de Adão);” (Gn 3.17);

“Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles (o primeiro derramamento de sangue) para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gn 3.21);

O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora (a Adão e sua esposa, ou seja, toda a humanidade)do jardim do Éden (da Sua Santa Presença), a fim de lavrar a terra de que fora tomado.” (Gn 3.23);

“E, expulso o homem (ou seja, toda a humanidade, por causa do pecado), colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida. (não podemos chegar à presença do SENHOR Deus por nossos próprios méritos)” (Gn 3.24);

“... pois TODOS pecaram e carecem da glória de Deus,...” (Rm 3.23);

“porque O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE...” (Rm 6.23a);

Diante de tudo isso, concluo que:

SOU INDIGNO; que te responderia eu? PONHO A MÃO NA MINHA BOCA.” (Jó 40.4);

MISERÁVEL HOMEM QUE EU SOU! QUEM ME LIVRARÁ do corpo desta MORTE?” (Rm 7.24);

“... se alguém (EU, e toda a humanidade) não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3.3);

À pergunta de Paulo, que também é a minha, e a de todos os que têm bom senso, o Senhor responde:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16);

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de OBRAS, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8,9);

“... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23b);

“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (I Jo 5.12);

Então, o que preciso fazer?

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10.9);

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (At 16.31);

Após o exposto, só tenho a dizer o seguinte:

Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm 7.25);

Sendo assim, eu DECLARO que não presto, souinfeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Ap 3.17); eu PROFETIZO para a minha vida que, sem Jesus, estou perdido (“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” – Jo 14.6); eu DIGO A TODOS AO MEU LADOArrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 4.17); e eu RECEBO a Vida Eterna em Jesus, porque “... não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4.12).

Marcelo de Andrade

17/07/2010

Sola Scriptura, Solus Crhistus, Sola Fide, Sola Gratia, Soli Deo Gloria!