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quarta-feira, 21 de julho de 2010

APRENDENDO A DOAR COM A VIÚVA





Em Lucas encontramos o seguinte texto:

E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva;Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha. (Lucas 21.1-4).

A mesma história também foi registrada em Marcos 12.41-44. Marcos registra que Jesus estava assentado no Átrio das Mulheres observando a maneira como a multidão ofertava. O fato de Jesus estar assentado evidencia Sua humanidade. Afinal, só se assenta quem está cansado, e Ele era cem por cento Deus e cem por cento homem (Colossenses 2.9). Identifica-se aí que a humanidade de Cristo era plena, como plena era Sua deidade: E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28).


O Átrio das Mulheres era um local destinado ao ofertório e também ao culto feminino. Os homens tinham acesso a esse recinto do Templo, embora as mulheres não pudessem frequentar outro ambiente da Casa de Oração. Nele existiam 13 receptáculos em formato de trombeta onde se depositavam as ofertas trazidas pelos adoradores. Cada seção tinha uma inscrição especificando onde seria investida a oferta ali depositada.


Jesus observou uma viúva que depositou como oferta dois lepton, também chamada lepta (moeda judaica de cobre), na verdade a menor moeda em circulação na Palestina. Valia 1/6 de um denário, o equivalente a 1/8 de dólar ou mais ou menos 5 centavos de Real cada. Foi a primeira vez que uma moeda judaica foi mencionada no NT. A lei proibia o depósito de lepta no Santuário por causa de sua insignificância. Entretanto, a viúva adorou a Deus com essas moedinhas, pois não possuía mais nada. A viúva foi facilmente identificada por Jesus e pelos discípulos porque era comum na época as mulheres que perdiam seus maridos usarem roupas de luto. Daí eram facilmente identificadas pela população. Os Ricos também foram identificados por Cristo e os Apóstolos, pois também eram identificados por suas vestes e posturas. Além do mais, faziam questão de mostrarem ao povo suas vultosas ofertas para parecerem espirituais.


Diante disso tudo, Jesus convoca seus catecúmenos para dar-lhes mais uma aula de adoração e fidelidade ao Pai. Ele disse aos discípulos que, apesar de a viúva aparentemente ter dado pouco, para Deus ela deu mais do que a somatória de todas as outras ofertas. No Cálculo de Cristo, valeu mais a qualidade do que a quantidade da oferta, Porque Deus ama ao que dá com alegria. (II Coríntios 9:7).


Os ricos deram de suas sobras, mas aquela mulher deu tudo que ela tinha. Deus não quer sobras de ninguém! Deus quer sacrifício de oferta. A viúva deu porque confiava nAquele que é dono de todas as coisas (Salmos 24.1). Ela sabia que não ficaria desamparada Pois Ele é Pai de órfãos e juiz de viúvas, no seu lugar santo. (Salmos 68:5).


Em tempos em que as pessoas vão a igreja para BUSCAR, aquela pobre mulher foi para “DOAR”. Parece que Jesus ensinou aos discípulos e a nós, neocapitalistas, uma grande lição através do ato daquela adoradora. Ela vivia em tempos de crise em Israel, pois o povo judeu estava sendo oprimido por Roma. Mesmo assim, isso não impediu que ela continuasse adorando com suas finanças. Afinal, o Senhor nos dirá um dia: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mateus 25:21). E ainda, por parábola: E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade. (Lucas 19:17).


Para enfatizar a pobreza em que vivia a viúva, Lucas usa o termo grego penichra, que quer dizer “absoluta pobreza”. Então, deduzimos de tudo isso que nada justifica o crente não ser um doador. Observai que a adoração compreende o sacrificar o corpo: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Romanos 12:1). Sobre oferta lemos: Tributai ao SENHOR a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade. (I Crônicas 16:29).


Portanto, é hora de adorar a Deus de verdade. Adorá-Lo pelo que Ele é, e não pelo que pode nos dar. Com certeza, aquela mulher recebeu recompensa de Deus pelo seu ato de fé, embora não haja registro. Mas o contexto nos mostra que ninguém que agiu com fé e investiu no Reino de Deus deixou de ter o seu galardão:




  • Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna. (Marcos 10:30).



  • E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. (Gênesis 26:12).


Observe que, quando Jesus tomou emprestado o barco de Pedro para proferir seu sermão, em seguida ordenou que os discípulos que passaram a noite tentando pescar e não conseguiram nada retornassem ao mar e lançassem suas redes novamente. O resultado, é que pescaram tantos peixes que não podiam trazê-los sem ajuda dos demais pescadores: E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. (João 21:6). Da mesma forma, o menino que doou 5 pães e dois peixes ao Senhor teve 12 cestos cheios de volta: Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. (João 6:13).


Para finalizar essa pequena reflexão, quero falar dos maiores doadores de todos os tempos: Primeiro de Deus, que doou o que Ele tinha de mais precioso, Seu único Filho, JESUS (João 3.16), e em segundo lugar, do próprio Cristo que, para nos salvar, doou a Si mesmo em resgate de muitos: Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (Marcos 10:45). Precisamos nos doar mais e dar o melhor de nós para Ele. Não dê o resto do seu tempo, não dê o resto de seu dinheiro. Dê o tempo que estava destinado a outras coisas em sua vida, mas o que você decidiu sacrificar a Ele, pois o Senhor não quer as tuas sobras. Ele quer o teu melhor.

Pr. Robson Aguiar


Bibliografia: Biblia King James - Biblia Thompson


Fonte: Blog do Pr. Robson Aguiar

http://pastorrobsonaguiar.nireblog.com/

domingo, 18 de julho de 2010

SERÁ QUE É ISSO MESMO?


Deixe-me ver se entendi bem:

No princípio, criou DEUS os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gn 1.1,2);

“Viu DEUS tudo quanto fizera (ELE), e eis que era MUITO BOM.” (Gn 1.3a);

Então:

Ao SENHOR pertence (não a mim) a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (Sl 24.1);

“...porque do Senhor (não minha) é a terra e a sua plenitude.” (I Co 10.26);

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e (DEUS, O SENHOR) lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gn 2.7);

“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para O CULTIVAR E O GUARDAR (Tomar conta, administrar, ser MORDOMO da Criação, da propriedade DO SENHOR DEUS.) (Gn 2.15);

“E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, CERTAMENTE MORRERÁS. (Gn 2.16,17);

Daí, percebi que fui enganado e fui feito escravo do pecado, porque:

“Então, A SERPENTE disse à mulher: É certo que não morrereis.” (Gn 3.4);

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, COSERAM FOLHAS DE FIGUEIRA E FIZERAM (ADÃO E EVA, DE SUAS PRÓPRIAS MÃOS) CINTAS PARA SI.” (Gn 3.6,7);

E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele (ADÃO) respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, PORQUE ESTAVA NU, TIVE MEDO, E ME ESCONDI.” (Gn 3.9.10);

“E a Adão disse:... maldita é a terra POR TUA CAUSA (de Adão);” (Gn 3.17);

“Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles (o primeiro derramamento de sangue) para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gn 3.21);

O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora (a Adão e sua esposa, ou seja, toda a humanidade)do jardim do Éden (da Sua Santa Presença), a fim de lavrar a terra de que fora tomado.” (Gn 3.23);

“E, expulso o homem (ou seja, toda a humanidade, por causa do pecado), colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida. (não podemos chegar à presença do SENHOR Deus por nossos próprios méritos)” (Gn 3.24);

“... pois TODOS pecaram e carecem da glória de Deus,...” (Rm 3.23);

“porque O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE...” (Rm 6.23a);

Diante de tudo isso, concluo que:

SOU INDIGNO; que te responderia eu? PONHO A MÃO NA MINHA BOCA.” (Jó 40.4);

MISERÁVEL HOMEM QUE EU SOU! QUEM ME LIVRARÁ do corpo desta MORTE?” (Rm 7.24);

“... se alguém (EU, e toda a humanidade) não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3.3);

À pergunta de Paulo, que também é a minha, e a de todos os que têm bom senso, o Senhor responde:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16);

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de OBRAS, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8,9);

“... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23b);

“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (I Jo 5.12);

Então, o que preciso fazer?

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10.9);

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (At 16.31);

Após o exposto, só tenho a dizer o seguinte:

Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm 7.25);

Sendo assim, eu DECLARO que não presto, souinfeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Ap 3.17); eu PROFETIZO para a minha vida que, sem Jesus, estou perdido (“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” – Jo 14.6); eu DIGO A TODOS AO MEU LADOArrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 4.17); e eu RECEBO a Vida Eterna em Jesus, porque “... não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4.12).

Marcelo de Andrade

17/07/2010

Sola Scriptura, Solus Crhistus, Sola Fide, Sola Gratia, Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

VOCÊ SABIA POR QUE O LENÇO NO TÚMULO DE JESUS ESTAVA DOBRADO?


Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição? Eu nunca havia detido minha atenção a esse detalhe.

Em João 20.7, está relatado que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus, não foi apenas deixado de lado como os lençóis no túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara (João), e disse ela: "Eles tiraram o corpo do Senhor, e eu não sei para onde eles o levaram”.

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis, mas ele não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.

Isso é importante? Definitivamente. Isso é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição hebraica daquela época.
O lenço dobrado tem a ver com o Amo e o Servo, e todo menino judeu conhecia a tradição.

Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo, ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria.

A mesa era colocada perfeitamente e o Servo esperaria fora da visão do Amo até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não se atreveria nunca tocar a mesa antes que o Amo tivesse terminado a refeição.

Se o Amo tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos e sua boca, limparia sua barba, embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo, o lenço embolado queria dizer: "Eu terminei."

Poucos sabem disso:

Se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ou enrolado ao lado do prato, o Servo não ousaria em tocar a mesa, porque o lenço nesta situação queria dizer: “Eu voltarei!"

Um pequeno detalhe, pelo qual o recado nos foi dado claramente! Jesus também usou as "tradições" para passar um recado: Ele vai voltar. O lenço ainda está dobrado! O banquete ainda não terminou, ou melhor, vai ser realizado mesmo lá no céu! Maranata!



Fonte: Blog Assem-Bereia de Deus



http://kedsonni.blogspot.com/2010/07/voce-sabia-por-que-o-lenco-no-tumulo-de.html

terça-feira, 6 de julho de 2010

A GLÓRIA DE PERDER E A TRAGÉDIA DE GANHAR


Quantos sejam os anos da vida de um ser humano, ela sempre se caracteriza por uma sucessão de ganhos e perdas. Jesus estabeleceu princípios estranhos, porém sólidos e verdadeiros ao deixar claro que para ganhar é preciso perder.

Muitos vivem preocupados o tempo todo com a falsa glória de perder peso e a penosa tragédia de ganhar fama. A perda de peso é falsa porque nada acrescenta ao caráter. O lucro da fama pode ser uma tragédia pelos inimigos que conquista e pelo mau uso das benesses por ela adquiridas.

Ganhar a salvação quase sempre significa perder amigos, mas estes são efêmeros enquanto aquela é eterna. Quando Cristo nos ganhou, o Diabo nos perdeu. Moisés perdeu o fausto do trono do Egito, mas ganhou a glória da comunhão com Deus no monte.

Abraão perdeu a estabilidade de Ur dos Caldeus, mas ganhou o status de peregrino de Adonai. Em Ur, vivia em esterilidade. Como peregrino, tornou-se pai de uma multidão de nações.

Muitos perdem a honra quando ganham muito dinheiro. Outros ganham reputação, quando perdem o temor de ser honrados. Muitos perdem o tempo que não sabem aproveitar e ganham o prêmio da inatividade.

Outros ganham o troféu de laboriosos, enquanto perdem o amor pela inércia. Abrão perdeu o nome de mais alto, para ganhar o de mais amado. É melhor ser amado em baixo, que desprezado em cima.

Jacó perdeu o direito de andar totalmente ereto entre os homens, mas ganhou o privilégio de um novo nome, que o declarava príncipe de Deus. É melhor ter o defeito de Jacó que a beleza de Absalão.

Daniel perdeu o prazer de ricos banquetes, mas ganhou a bênção de interpretar sonhos do rei. José perdeu a emoção de uma aventura rápida com a mulher de Potifar para ganhar a designação de Primeiro-Ministro da nação mais poderosa de seu tempo.

Esaú perdeu o respeito pela primogenitura para ganhar o título de leviano e fornicário. João Batista considerou uma glória perder a cabeça física, para poder ganhar a aprovação da Cabeça Espiritual.

Ananias quis ganhar algumas cédulas que enriqueceriam seu patrimônio, mas perdeu a própria vida, sob o juízo de Deus. Alguns perdem o respeito para ganhar posições. Outros perdem posições para ganhar o respeito. Existem os que choram quando ganham, pois sabem que a vitória era de outros e os que se alegram quando perdem, pois perderam o que não deviam possuir.

Na contabilidade espiritual de Paulo, perder posições humanas era uma glória, enquanto ganhar almas era um privilégio. Caro leitor, como estás no ganha-e-perde da vida? Bem-aventurados os que se desvencilharam de tudo que ganharam erradamente. Mais bem-aventurados ainda os que conseguiram recuperar tudo aquilo que jamais deveriam ter perdido.

O filho pródigo, longe de casa, experimentou a tragédia de ganhar amigos. Só quando vivenciou a glória de os perder, se sentiu realmente feliz. O irmão do filho pródigo perdeu a alegria quando o viu ganhar a reconciliação. Para aqueles que choram as muitas perdas de ontem, recordamos que elas serão superadas e esquecidas pelas vitórias de amanhã.

O cego de Jericó viveu a glória de “perder” sua capa, para não sentir a tragédia de ganhar a morte estando ainda cego. Ganhar é uma tragédia quando está em jogo aquilo que não se deveria possuir. Perder é uma glória quando se trata daquilo que jamais se deveria obter.

Quando Jesus quis declarar que a tragédia de ganhar o mundo só pode ser evitada pelo desprezo à glória de ganhar o que ele oferece, Ele propôs uma questão, que nunca pode ser esquecida: “De que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”


Pr. Geziel Gomes


Fonte: A Supremacia das Escrituras.

http://davarelohim.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de junho de 2010







A cena lembra uma exibição de cachorros. Jessé exibe seus filhos um de cada vez, como cães com coleiras. Samuel examina-os de vários ângulos, pronto, por mais de uma vez, para dar-lhes a distinção máxima; mas, em cada uma delas, Deus o impede.


Eliabe, o mais velho, parece a escolha lógica. Imagine-o como o Casanova da vila: cabelos ondulados, maxilar saudável. Ele usa uma calça jeans apertada e tem um sorriso perfeito. Este é o cara, pensa Samuel.


"Errado", diz Deus.


Abinadabe entra como o segundo irmão e concorrente.Você acha­ria que quem havia acabado de entrar era um modelo de uma revista masculina. Terno italiano. Sapatos de couro de crocodilo. Cabelos negros, alisados para trás com brilhantina. Quer um rei estiloso? Abinadabe tem esse perfil.


Deus não está interessado em estilo. Samuel pede para que entre o terceiro irmão, Samá. Ele é estudioso, aplicado. Lucraria com um transplan­te de carisma, mas tem massa cinzenta sobrando. É formado pela Universi­dade Estadual e está de olho em um programa de pós-graduação no Egito. Jessé sussurra para Samuel: "Orador oficial da Escola de Belém".


Samuel fica impressionado, mas Deus não. Deus faz o sacerdote se lembrar: "O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparên­cia, mas o SENHOR vê o coração" (1 Samuel 16:7).


Sete filhos passam. Sete filhos fracassam. O desfile pára.


Samuel conta os irmãos: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete.


— Jessé, você não tem oito filhos?


Uma pergunta semelhante fez a madrasta de Cinderela contorcer-se. Jessé provavelmente fez o mesmo. "Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas" (16:11).


O termo hebraico para "caçula" é haqqaton e indica mais do que idade; sugere posição. O haqqaton era mais do que o irmão caçula; era o irmãozinho — o tampinha, o hobbit, o "bêêê-bêêê".


Cabe ao haqqaton da família cuidar das ovelhas. Coloque o menino onde ele não possa causar problemas. Deixe-o com cabeças cheias de lã e céu aberto. E é ali que encontramos Davi, no pasto com o rebanho.


As Escritu­ras dedicam 66 capítulos à sua história, deixando-o, em número de refe­rências, atrás somente de Jesus. O Novo Testamento menciona seu nome 59 vezes. Ele estabelecerá e habitará a cidade mais famosa do mundo, Jerusalém. O Filho de Deus será chamado o Filho de Davi. Os maiores salmos fluirão de sua pena. Iremos chamá-lo de rei, guerreiro, menestrel e matador de gigantes.


Mas, hoje, ele nem está incluído na reunião familiar; é simplesmente uma criança esquecida e descredenciada, realizando uma tarefa doméstica em uma cidade que não passa de um ponto no mapa.


O que levou Deus a escolhê-lo? Queremos saber. Realmente que­remos saber. Afinal, andamos pelo pasto de Davi, o pasto da exclusão.


Estamos cansados do sistema superficial da sociedade, de sermos clas­sificados de acordo com os centímetros de nossa cintura, os metros qua­drados de nossa casa, a cor de nossa pele, o modelo de nosso carro, a marca de nossas roupas, o tamanho de nosso escritório, a presença de diplomas, a ausência de espinhas. Não estamos cansados desses joguinhos?


O trabalho duro é ignorado. A devoção não compensa. O chefe prefere a segmentação ao caráter. O professor escolhe alunos mimados em vez de alunos preparados. Os pais exibem seus filhos preferidos e deixam os nanicos lá fora no campo. Oh, o Golias da exclusão!


Você está cansado dele? Então é hora de parar de olhar para ele. Quem se importa com o que ele ou eles pensam? O que importa é o que o seu Criador pensa. "O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração" (16:7).


Essas palavras foram escritas para os haqqatons da sociedade, os que se sentem como peixes fora d'água, excluídos. Deus usa todos eles.


Moisés fugiu da justiça, mas Deus o usou.


Jonas fugiu de Deus, mas Deus o usou.


Raabe dirigia um bordel, Sansão correu para os braços da mulher errada, Jacó correu em círculos, Elias correu para as montanhas, Sara perdeu a esperança, Ló andou com a multidão errada, mas Deus usou a todos eles.


E Davi? Deus viu um adolescente servindo-lhe lá no meio do mato, em Belém, entre o tédio e o anonimato, e, com a voz de um irmão, Deus chamou: "Davi! Entre. Alguém quer vê-lo". Os olhos humanos viram um adolescente magricelo entrar na casa, cheirando a ovelha e com a aparência de quem precisava de um banho. Contudo,"o SENHOR disse: 'É este! Levante-se e unja-o'" (16:12).


Deus viu o que ninguém viu: um coração que o buscava. Davi, apesar de todos os seus defeitos, buscava Deus assim como uma cotovia procura o nascer do sol. Ele buscava o coração de Deus, porque esperava no coração de Deus. No final, é tudo o que Deus queria ou precisava... quer ou precisa. Outras pessoas medem o tamanho de sua cintura ou de sua carteira. Deus não. Ele examina corações. Quando encontra um co­ração que está nele, Deus o chama e o reclama para si.



Max Lucado



segunda-feira, 29 de março de 2010


O TEMPO
LAURINDO RABELO – RJ (1826-1864)


Deus pede estrita conta de meu tempo.
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.

Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo;
Cuidai enquanto é tempo de fazer conta.

Mas, oh, se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam, como eu, o não ter tempo!



Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. (Eclesiastes 11.9)

quinta-feira, 25 de março de 2010



“... a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida...” (Romanos 7.1)

Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor

(Quem sou eu? – PG)


A mídia tem destacado incansavelmente o julgamento do casal Nardoni, acusado do assassinato da menina Isabella, fato este que comoveu o país. Culpados ou não, não cabe a mim o mérito do julgamento da situação por motivos bem simples: não fui testemunha do fato, não tive acesso aos autos do processo e o mais latente: não fui constituído juiz sobre o caso. Porém, de uma coisa Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá certamente são culpados. E não apenas eles. Eu, você e toda a humanidade somos culpados de um crime terrível, delito esse causador de todas as mazelas que vêm assolando os homens, sem distinção de raça, posição social ou credo: a desobediência.

Todo o universo é regido por leis. Ao criá-lo, o Senhor Deus estabelece a ordem em meio ao caos - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo.” (Gênesis 1.2). Essa ordem jamais será quebrada (o sol jamais dará sua luz à noite, nem a lua brilhará durante o dia). Ai de nós se não houvesse a lei da gravidade; e as estações do ano determinadas pela posição do sol em relação ao planeta! Tudo regido por leis implementadas pelo Senhor Deus para que o Seu propósito seja cumprido.

Adão foi criado e posto no Éden incumbido da administração de toda essa maravilha - Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis 1.26). Era livre, e possuía o maior privilégio que o ser humano poderia jamais desfrutar: livre acesso ao Pai, comunhão perfeita. Como eu gostaria de ver o meu Senhor face a face ao entardecer, para derramar a Ele o meu coração! Como eu gostaria de abraçar o meu Papai, encostar a cabeça em Seu ombro e louvá-Lo por tão grande amor! Como eu gostaria de estar aos Seus pés em submissão e entrega total! Adão tinha tudo isso. Porém, preferiu trilhar o caminho da independência. Inevitavelmente, pagou o preço por sua desobediência. No sacolão do Éden, onde tudo era de graça, desejou justamente o fruto mais caro da banca: aquele que custava a sua própria vida. Desobedeceu a lei que mantinha a harmonia entre ele e seu Criador. O Senhor Deus é Santo, Justo e Fiel, e jamais quebra o estabelecido em Sua Santa Palavra. O preço da desobediência era a morte, a separação do seu Pai. A sentença precisava ser cumprida. E o foi. Deus não tolera o pecado. Ao comer o fruto que não lhe cabia comer, Adão colheu o resultado de sua desobediência - a lei da semeadura: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7). Temos em nós o poder de escolha; e quase sempre escolhemos mal.

Uma das leis estabelecidas no universo, pelo Senhor, diz que “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro.” (Mateus 6.24; Lucas 16.13). Adão escolheu o caminho da desobediência, pois ao optar desobedecer a ordem a ele dada pelo Senhor Deus, automaticamente abdicou do senhorio de Deus para se tornar escravo do pecado, ou seja, servo do diabo. Não apenas ele; toda a sua descendência (o casal Nardoni, você e eu, inclusive) foi contaminada – “maldita é a terra por tua causa... “ (Gênesis 3.17). O pecado é um vírus, herdado de Adão, contraído por nós através da lei da hereditariedade.

Paulo diz a nós, em Romanos 6.20: “Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça.” Preste atenção: estávamos isentos DA JUSTIÇA, porque “o salário do pecado é a morte.” (Rm 6.23). A equação é simples: Deus é Santo ¹ somos escravos do pecado; Deus é justiça ¹ o salário do pecado é a morte + estarmos longe de Deus e da Sua justiça = CONDENADO. Ou seja, “em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.” (Romanos 7.18,19). A justiça do Senhor Deus determina a sentença a ser aplicada em mim: a morte. Então, chego à triste conclusão: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.24).

A morte. Este é preço exigido pela Justiça Eterna. Somente sangue inocente poderia ser oferecido para apagar minhas transgressões: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” (Levítico 17.11).Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hebreus 9.22). Onde estaria esse inocente, esse justo cujo sangue seria o preço pago pelo meu pecado? Ele mesmo diz em Sua palavra: “Não há justo, nem um sequer”. (Romanos 3.10). Talvez seja essa a angústia mais profunda do casal Nardoni, e certamente o é a de toda a humanidade.

Minha alma de homem sente um completo vazio; frustração por saber que, por maiores que sejam meus esforços para chegar a Deus, jamais alcançarei meu objetivo: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Salmos 84.2).

Porém, nem tudo está perdido. O Criador do universo, Santo e Justo, também é Amor e Misericórdia. Movido de Paixão por nós, feitos à Sua imagem e semelhança, decidiu cumprir Sua Justiça assumindo a nossa culpa. Ele vê o profundo anseio do nosso coração: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Salmos 84.2). Ele também deseja ter comunhão conosco “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!(Romanos 11.36). “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Romanos 7.25), porque “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou ( a mim ) da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1,2). Aleluia!!! Ele satisfez a Sua Justiça exercendo por mim, por você e o casal Nardoni inclusive, a Sua infinita Misericórdia porque “É Deus quem os (a nós) justifica.” (Romanos 8.33).

O mérito é todo Dele, somente Dele. O meu Senhor, Rei do universo, tomou a minha cruz e se fez maldição por mim para que eu pudesse ter vida n’Ele, e vida eterna. O mérito é todo do meu Jesus, que derramou Seu precioso Sangue porque muito me amou. Por conseguinte, só me resta amá-Lo e servi-Lo de todo o meu coração, porque pela Sua graça sou salvo, mediante a fé; e isto não vem de mim; é dom de Deus (Efésios 2.8). Pela Sua Graça, sou eternamente salvo. Pela Sua Graça, a humanidade pode ser salva. Pela Sua Graça, os Nardoni podem ser salvos. Basta somente aceitar tão precioso presente: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28)

Sou livre, pois Ele me libertou: e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.32). Sou livre, pois o Seu Amor me constrangeu: Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. (II Coríntios 5.14). Sou livre, pois estou morto para o pecado e para o mundo. Ele é o Amado da minha alma, e porque O amo sou livre para cumprir Seus mandamentos: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21). Sou livre, pois a morte não mais tem domínio sobre mim. Por isso, sempre irei declarar de todo o meu coração: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Coríntios 15.55).

“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Coríntios 15.57). É de graça e pela Graça. Para mim, para você, para os Nardoni, para todos os que têm sede: “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” (Isaías 55.1).

Pode aceitar. É simplesmente pela Graça.

Marcelo de Andrade

25/03/2010